Trata-se do primeiro romance de Mário de Andrade, foi escrito em 1923-24, terminado em 1926 e publicado em 1927, quando a batalha modernista atingia o seu ponto culminante. O romance apresenta no próprio título uma contradição gritante, afinal, como comprovamos no Novo Dicionário da Língua Portuguesa, o verbo amar é transitivo direto e não intransitivo. Se isto já não bastasse, ainda recebe uma curiosa classificação: e apresentado na capa como idílio. Mostrando sua principal característica que era de fugir das regras.
O Romance trata da iniciação sexual do adolescente Carlos de dezesseis anos, da família Souza Costa. A professora de amor é Elza (designada simplesmente por Fräulein) alemã, trinta e cinco anos, retirante da sua pátria em ruínas, por ocasião da Grande Guerra. Na prática quotidiana, aparentemente, exercerá as funções de governanta e professora de alemão e piano para Carlos e suas três irmãs: Maria Luísa, Laurinha e Aldinha.
Ela também foi para aquela casa em mando do pai da família para ensinar Carlos sobre o sexo para ele inocentemente não se entregasse para uma prostituta, ou alguém que possa o fazer mal.
Fräulein seduz o rapaz, mas logo o dono da casa diz que ela já estava de dever cumprido, e eles so se encontram tempo depois por uma caso no Carnaval, em meio à folia de rua, Elza localiza Carlos. Atira-lhe uma serpentina para chamar a sua atenção. O rapaz a vê e a cumprimenta formalmente. Parecia estar mais ocupado em curtir a garota que lhe faz companhia.
E assim termina o relacionamento entre os dois.
Aluno: Edvaldo Júnior.
Nenhum comentário:
Postar um comentário