O livro Amar Verbo Intransitivo abrange inúmeras curiosidades. Sendo assim, nada melhor do que expor alguns pontos em que Mário de Andrade chama a atenção do leitor:
Mário é o próprio narrador da história, não personagem, porém no decorrer dos fatos, há certas interferências do autor. Ele usa uma linguagem bem interessante deixando de lado as regras gramaticais e colocando em prática uma linguagem cultural brasileira, como mostra o trecho a seguir retirado do livro: “Elza viu ele abrir a porta. Pâam... Entrou de novo no quartinho ainda agitado pela presença do estranho. Lhe deu um olhar de confiança. Tudo foi sossegando pouco a pouco. Penca de livros...” Mário não poderia ser mais formal? Em vez de “Elza viu ele” seria; Elza o viu, e o que dizer dessa linguagem bem interessante “Pâam...” (figura de linguagem/onomatopéia).
Que nada, é essa forma de falar que transmite a intelectualidade Mário de Andrade e da ênfase aos seus romances. Podemos chamá-la de “Língua brasileira” jeito de interagir do povo brasileiro. Esse aspecto foi o que mais se assemelhou com a obra; Amar Verbo Intransitivo, publicado em 1927. O adotar desse costume ocorreu no período modernista do Brasil de 1922 a 1960, em que Mário de Andrade foi considerado um dos principais autores. O Modernismo no Brasil foi caracterizado pela Vanguarda e destacado por ampla representação cultural.
Alunos : Ageu Augusto, Sérgio, Karen
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